sábado, 10 de junho de 2017

Sobre o filme "Paris pode esperar", em cartaz

Assisti ao filme hoje de tarde, no cinema. Muito de nossa conversa de ontem, sobre o prazer da refeição com nosso par, está presente nesta história. Um dos pontos que mais toca é a descoberta de si e do outro através do desfrutar conjunto. Esses são fenômenos que a comida e a bebida muitas vezes propiciam pelo exercício dos sentidos em comunhão. Entre o casal do filme, cria-se um espaço subjetivo em que cada olhar, ou cada toque não proposital na pele do outro, comunica a força do vínculo que vai surgindo. Para mim, a riqueza de "Paris pode esperar" está nos momentos em que o par de viajantes, formado por Anne e Jaques, degusta as especialidades dos restaurantes por onde passa, assim como as nuances das paisagens. Ele, expert na condução das vivências gustativas e culturais; ela, sensível no olhar para a vida, através da câmera fotográfica. É como uma orquestra em que os sentidos de ambos tocam em harmonia as percepções.

Há muito no filme a ser explorado em termos de reflexão, trechos em que a enogastronomia se apresenta como metáfora de diversas experiências  comuns a tantos de nós. Especialmente no campo da descoberta, esta tônica é muito presente: a protagonista percebe-se de uma nova forma, assim como o bon vivant encontra, ao longo do percurso, aspectos de si que desconhecia. E tais percepções são despertadas pela influência recíproca que exercem, pela sensualidade do 'mero' saborear, do olhar o detalhe, do decifrar aromas, do sentir o 'ao redor' como parte de seu universo temporário. 

Por enquanto, como 'aperitivo', deixo o trailer do filme. Em breve, um post sobre minha leitura a respeito de elementos significativos no tema da cozinha como metáfora de vivências e emoções.


Você já assistiu?

Com carinho,
Betina

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